Republicanos

Rand Paul

O pai candidatou-se por três vezes à presidência dos Estados Unidos e falhou sempre. Ele fracassou à primeira tentativa. Irá o senador do Kentucky voltar à corrida em 2020?

Membro do Senado dos EUA em representação do Kentucky, figura emergente do movimento Tea Party, sondado como eventual candidato a vice-presidente dos EUA em 2012 (no âmbito da candidatura presidencial do republicano Mitt Romney, derrotado então por Barack Obama), Rand Paul teria, à partida, boas condições para disputar a nomeação do Partido Republicano com vista às eleições presidenciais de 2016. Acabou por desistir, contudo, logo após a primeira etapa das eleições primárias, no Iowa, onde obteve um resultado aquém das expectativas: quinta posição, com 4,5% dos votos, atrás de Ted Cruz, Donald Trump, Marco Rubio e Ben Carson.

Nascido em Pittsburgh, Pensilvânia, a 7 de Janeiro de 1963, Rand Paul é o terceiro dos cinco filhos de Ron Paul, médico ginecologista e ex-membro da Câmara dos Representantes dos EUA. Rand seguiu as pisadas do pai: tornou-se médico oftalmologista, envolveu-se em actividades políticas desde muito jovem, foi eleito para o Congresso e também se candidatou (sem sucesso) à presidência dos EUA. No caso do pai foram três tentativas – em 1988, 2008 e 2012 -, pelo que não constituirá uma grande surpresa se o filho voltar a tentar no futuro. E novamente com o apoio público do pai.

Os primeiros passos de Rand Paul na política foram dados através do movimento Kentucky Taxpayers United que o próprio fundou em 1994. Tratava-se de um grupo de activistas políticos que exerciam vigilância cívica sobre os níveis de impostos e gastos públicos no Estado de Kentucky, ou seja, uma parte essencial da agenda política de cariz “libertário” (no sentido de um Estado reduzido que interfira o mínimo possível e cobre poucos ou nenhuns impostos aos cidadãos) que viria a ser assumida pelo movimento Tea Party, na sequência da crise económica de 2008, com Rand Paul num papel de destaque.

Mais tarde, Rand Paul ajudou o pai na candidatura (fracassada) à nomeação do Partido Republicano para as eleições presidenciais de 2008. A rede de contactos e apoiantes que formou durante essa campanha revelou-se muito útil, dois anos depois, para a sua própria candidatura ao Senado dos EUA, via Kentucky. Foi a primeira vitória eleitoral significativa de um candidato próximo do Tea Party, erguendo as principais bandeiras do movimento: redução dos impostos e da interferência governamental na vida dos cidadãos.

No Senado, enquanto membro da Comissão de Relações Externas, Rand Paul defendeu uma política externa não intervencionista e bateu-se pela diminuição da ajuda financeira a países estrangeiros, conferindo-lhe prestígio entre as bases mais conservadoras do Partido Republicano. Quanto às políticas fiscais e de limitação do perímetro governamental, Rand Paul votou sempre alinhado com a facção mais próxima do Tea Party. De resto, tem sido um opositor convicto da intervenção federal no sector da educação e um proponente de planos orçamentais sólidos e equilibrados.

Em Abril de 2015, o senador anunciou que iria entrar na corrida das eleições primárias do Partido Republicano. “Vou candidatar-me à presidência para fazer o nosso País regressar aos princípios da liberdade e do governo limitado”, proclamou. Mas não durou muito, a candidatura. Desistiu no dia 1 de Fevereiro de 2016, por causa do mau resultado que obteu no primeiro “caucus” das eleições primárias, no Iowa. Embora tenha garantido na altura que a sua carreira política está longe de ter terminado. Segue-se a tentativa de reeleição como senador pelo Kentucky, já este ano.