Republicanos

Carly Fiorina

Gestora de sucesso, a única mulher entre os candidatos republicanos escolheu Hillary Clinton como o seu principal alvo político. Mas os resultados foram fracos e desistiu da corrida

Ela era uma empresária de sucesso. Foi a primeira mulher a assumir a liderança de uma firma cotada na lista “Fortune 100”, a Hewlett-Packard e, em 1998, chegou a ser distinguida como “a mulher mais poderosa nos negócios” pela revista Fortune, em 1998. Mas depois de ter sido forçada a demitir-se da presidência executiva da multinacional, Carly Fiorina decidiu avançar para a política. Até agora, sem grande sucesso. Em 2010 falhou a eleição para o Senado dos EUA, pela Califórnia. Em 2016 candidatou-se à nomeação do Partido Republicano para as eleições presidenciais mas desistiu após dois escrutínios.

Carly Fiorina nasceu em Austin, Texas, no dia 6 de Setembro de 1954. Estudou Direito na UCLA, seguindo as pisadas do pai, Joseph Tyree Sneed III (professor de Direito), mas abandonou o curso e iniciou um estágio de gestão na companhia de telecomunicações AT&T. Foi ascendendo na hierarquia da empresa e tornou-se a primeira mulher a exercer um cargo dirigente na divisão de sistemas de rede.

Em 1998 passou a dirigir a divisão de serviços globais da Lucent e, um ano depois, já com a referida distinção da Fortune, foi contratada como CEO da Hewlett-Packard. No entanto, a controversa fusão com a Compaq Computers não correspondeu às expectativas iniciais e Fiorina acabou por se demitir. Uma história de ascensão e queda no mundo empresarial.

Depois das empresas e dos negócios, a política. Fiorina prestou serviços de consultoria a vários políticos republicanos, nomeadamente John McCain (nas eleições presidenciais de 2008), trilhando o caminho que viria a desembocar na sua candidatura ao Senado dos EUA, através da Califórnia. À primeira eleição, a primeira derrota. Mas Fiorina não desistiu e continuou a defender as principais causas republicanas, sobretudo no que respeita ao liberalismo económico.

Entretanto lançou uma autobiografia, Tough Choices (Tradução livre: Escolhas Difíceis), onde descreve a sua carreira empresarial e perspectivas sobre a capacidade de liderança, a condição das mulheres no mundo dos negócios e o papel da tecnologia no mundo contemporâneo. Passou a integrar os conselhos de administração de grandes empresas como a Kellogg Co. ou a Merck & Co., em funções não executivas. Tornou-se também comentadora política na Fox News.

Apesar do fracasso da eleição para o Senado, Fiorina decidiu candidatar-se à nomeação do Partido Republicano para as eleições presidenciais de 2016. “Este é o tempo de recuperar o nosso País”, sublinhou no lançamento da campanha eleitoral.

Destacou a sua experiência de liderança na Hewlett-Packard e escolheu como principal alvo político a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, descrevendo-a criticamente como uma “política profissional” e questionando a sua honestidade. Foi essa a tónica das intervenções de Fiorina nos debates em que participou e em muitos dos seus discursos de campanha: ela seria o melhor antídoto contra Clinton.

Mas a concorrência no Partido Republicano era forte e a única candidata mulher só resistiu a duas etapas das eleições primárias. Ficou em sétimo lugar, tanto no Iowa como no New Hampshire, com votações residuais. Desistiu da corrida e apoiou Ted Cruz.