Máquina do Tempo

As Primeiras Damas #20 Lucretia Garfield
19/4/1832 – 14/3/1918

Ela e o marido tinham muito em comum: o gosto pela vida familiar e social e a devoção religiosa. A morte prematura do Presidente tornou-a uma Primeira Dama efémera

A religião marcou a infância da filha de Zeb Rudolph e Arabella Mason, nascida em Hiram, Ohio – era muito devota, pertencia ao grupo Igrejas de Cristo e conheceu James Garfield quando eram colegas no seminário Geauga. Ele sentiu-se atraído pelas capacidades intelectuais dela e planearam casar quando James acabasse o curso, em 1856.

Afinal acabaram por casar apenas dois anos mais tarde, tinham ambos 26 anos. Prescindiram de lua-de-mel e fixaram-se imediatamente em Hiram, a terra onde ela nascera. Em 14 anos tiveram sete filhos, mas dois morreram bebés.  A primeira nasceu em 1860 e morreu com três anos; o último nasceu em 1874 e não chegaria aos dois anos.

Eram um casal que gostava da vida familiar tanto como da vida social, e Washington D.C., onde ele fez a sua carreira política, era um local ideal para isso. Quando o marido chegou à Casa Branca, Lucretia, além de pensar em redecorar, instituiu recepções e jantares duas vezes por semana, mas esse ritual que animou as noites aborrecidas da capital federal durou pouco.

A mulher do Presidente caiu doente com malária e retirou-se para uma estância em Nova Jersey a convalescer. Era aí que se encontrava quando o marido foi vítima da tentativa de assassinato que acabaria por matá-lo – por sinal quando se preparava para tomar um comboio para ir ter com ela. Lucretia regressou a Washington de emergência para acompanhar a recuperação do marido – que não chegou a acontecer.

Os anos de viuvez foram longos (36) mas financeiramente confortáveis, graças a um fundo de 350 mil dólares criado para ela e para os filhos por um financeiro.