Actualidade
Serviço Secreto já pagou 1,6 milhões de dólares a Trump por viagens no avião da sua campanha eleitoral
Os agentes do Serviço Secreto dos EUA têm a missão de proteger o candidato presidencial e acompanham-no nas viagens de avião - as quais têm sido pagas pela agência federal a uma empresa do próprio Trump
“A campanha de Donald Trump não é a única a patrocinar os seus negócios: os contribuintes também estão a fazê-lo, indirectamente,” informa o Politico. Os registos da Comissão Eleitoral Federal demonstram que o Serviço Secreto dos EUA pagou cerca 1,6 milhões de dólares à campanha de Trump para cobrir as despesas inerentes ao facto de os seus agentes viajarem com o candidato presidencial num avião detido e operado por uma das suas empresas. Ou seja, o dinheiro relativo às viagens dos agentes do Serviço Secreto, com a missão de protegerem o candidato, vai parar às contas bancárias de uma empresa que pertence ao mesmo candidato, Trump. Dinheiro dos contribuintes americanos, sublinhe-se. Quanto a “patrocinar os seus negócios”, trata-se de um fenómeno que já aqui foi noticiado.
Trata-se, contudo, de uma prática corrente do Serviço Secreto dos EUA, ressalva o Politico. Incumbido da tarefa de proteger os candidatos presidenciais, além dos presidentes e outros dirigentes federais, o Serviço Secreto costuma reembolsar as campanhas dos candidatos presidenciais dos custos das viagens com os candidatos. Aliás, o Serviço Secreto também já pagou à campanha de Hillary Clinton: cerca de 2,6 milhões de dólares, até ao momento. A diferença em relação a Trump é o envolvimento de uma das suas empresas, a TAG Air, que opera o avião utilizado nas viagens do candidato do Partido Republicano. Pelo que o Serviço Secreto está a reembolsar o próprio Trump, indirectamente, com dinheiro dos contribuintes. Enquanto Clinton, por seu lado, tem fretado aviões de uma empresa privada, a Executive Fliteways, sem qualquer relação com a candidata do Partido Democrata.
