Máquina do Tempo

Os Presidentes: #25 William McKinley
29/1/1843 – 14/9/1901

Associado a tempos prósperos e vencedor da guerra dos cem dias com Espanha, que resultou na anexação de Porto Rico, Filipinas e Guam, morreu vítima de uma tentativa de assassinato

PRESIDENTE ENTRE 4 DE MARÇO DE 1897 E 14 DE SETEMBRO DE 1901

 

 

SETE FACTOS ESSENCIAIS

Nasceu em Niles, no Ohio, e foi o sétimo filho de William e Nancy, metodistas devotos. Chegou a frequentar a universidade mas não concluiu qualquer curso, começando a trabalhar nos correios e como professor. Só mais tarde, em 1867, com 24 anos, haveria de tornar-se advogado.

Com 18 anos alistou-se no exército e combateu na guerra civil até ao seu termo, em 1865, antes de regressar a casa. Foi muito por influência da mulher, Ida, com quem casou em 1871, que entrou na política, e em 1875 envolveu-se na campanha de Rutherford B. Hayes, que fora seu comandante na guerra, e chegaria a Presidente para governador do Ohio.

Republicano, conseguiu chegar ao Congresso em 1877, tornando-se com os anos um nome conhecido a nível nacional. Em 1890 (e 1893) foi eleito governador do Ohio, antes de assegurar a nomeação do partido para concorrer à presidência em 1896, quando o país vivia uma crise económica séria.

Coube-lhe defrontar o democrata William Bryan, que fez uma campanha agressiva, percorrendo o país de comboio. McKinley escolheu a estratégia oposta: ficou em casa, de portas abertas e pronto a receber quem quisesse falar com ele. Resultou – e haveria de resultar passados quatro anos, quando os dois políticos voltaram a enfrentar-se.

O seu mandato foi marcado por um importante crescimento económico, que contrastou com os anos de dificuldade. Mas também pelo conflito com Espanha por causa de Cuba, que resultou numa guerra, em 1898, resolvida em cem dias: Madrid cedeu aos EUA as Filipinas, Porto Rico e Guam e prometeu a independência a Cuba, que ficou sob protecção americana. O Hawai, que era uma república independente, foi anexado.

No dia 6 de Setembro  de 1901 foi alvejado a tiro por Leon Czolgosz, um simpatizante anarquista norte-americano, filho de pais polacos, quando visitava a Exposição Pan-Americana em Buffalo, Nova Iorque. Leon tinha um revólver escondido num lenço atado à volta da mão e disparou dois tiros. Apesar de só uma bala ter sido retirada, o Presidente pareceu melhorar. Mas era uma ilusão: declarou-se uma gangrena.

Morreu no dia 14, depois de piorar subitamente, deixando uma nação em choque – e a bolsa de valores em queda abrupta.

 

SETE CONHECIMENTOS INÚTEIS

Foi o primeiro Presidente em funções a viajar de automóvel, como tinha sido o primeiro a usar o telefone para fazer campanha. E também foi o primeiro a ter a tomada de posse filmada.

O seu retrato foi escolhido para a nota de 500 dólares, que foi impressa pela última vez em 1934.

Tinha um papagaio, chamado Washington Post, que era capaz de assobiar o Yankee Doodle Dandy.

A aversão da mulher, Ida, ao amarelo era de tal ordem que em casa não havia nada dessa cor – e continuou a ser assim quando se mudaram para a Casa Branca. Os jardineiros receberam ordens para tirarem dos canteiros todas as plantas com flores de cor amarela.

Depois de alvejado foi  operado por um obstetra que não conseguiu encontrar a segunda bala. Havia uma máquina de experimental de raios-X, criada por Thomas Edison, na exposição onde se deu o ataque, mas não foi utilizada. Poderia ter detectado o projéctil.

O homem que o alvejou a tiro esteve à beira de ser linchado pela multidão que presenciou o ataque. Terá sido o apelo de McKinley – “Rapazes! Não deixem que lhe façam mal!” – que o salvou.  Mas Leon Czolgosz foi julgado nove dias depois da morte do Presidente, condenado à morte no dia 26 e executado na cadeira eléctrica em 29 de Outubro. O julgamento durou oito horas e a deliberação vinte minutos.

Tal como Lincoln e Garfield, antes dele, e John Kennedy, depois, McKinley foi alvejado com os tiros fatais a uma sexta-feira.