Máquina do Tempo

As Primeiras Damas #25 Ida Saxton McKinley
8/6/1847 – 26/5/1907

A vida doméstica foi trágica, com a perda das duas filhas ainda bebés. Mas a devoção que tinha por William McKinley era imensa, tal como a devoção que o Presidente sempre lhe dedicou

 

Filha de um banqueiro de Canton, Ohio, Ida Saxton era uma rapariga educada e coquette quando em 1867 encontrou num piquenique o futuro presidente William McKinley. Mas só começaram a namorar dois anos depois, quando ela regressou de uma grande viagem pela Europa.

Quando casaram, em 25 de Janeiro de 1871, ele tinha 27 anos e ela 23. Em Dezembro desse ano nasceria uma filha, Katherine, que não resistiu a uma epidemia de tifo e morreu em Junho de 1875. Foi um golpe terrível para o casal, que tinha perdido outra filha, Ida, com sete meses, em 1873.

A partir daí, Ida, que já tinha uma saúde frágil, tornou-se uma mulher doente, acometida de ataques epilépticos e quase sempre fortemente sedada com láudano e barbitúricos.

Muitos dos deveres de Primeira Dama acabaram por ser cumpridos pela mulher do vice-Presidente Garret Hobart, Jennie. Mas McKinley insistia muitas vezes para que ela o acompanhasse a eventos oficiais. Há relatos de que, em algumas ocasiões, por exemplo em banquetes, ao aperceber-se de que ela ia ter um ataque, o Presidente desdobrou um lenço ou um guardanapo e lhe tapou a cara, para que não se vissem as suas feições distorcidas, até tudo passar. Depois continuava a conversar.

Quando o marido morreu, Ida McKinley foi fisicamente incapaz de ir ao funeral. Sobreviveu-lhe menos de seis anos, mas todos os dias, mesmo muito enfraquecida, se deslocou ao túmulo dele, até ela própria morrer e ser enterrada ao lado do marido e das filhas no memorial erigido em Canton, a terra natal dos dois.