Máquina do Tempo

As Primeiras Damas #27 Helen “Nellie” Taft
2/6/1861 – 22/5/1943

Empurrou o marido para a vida política e o seu comportamento extrovertido e diplomaticamente sábio ajudou a que ele ganhasse popularidade. Fumava, conduzia e era contra a proibição do álcool

O pai, o juiz John Herron, e a mãe, Harriet Collins, tiveram 11 filhos (“Nellie” foi a número 4). Em casa, falar de política era o normal: a mãe era filha e neta de congressistas, o pai fora colega de faculdade de Benjamin Harrison e sócio de advocacia de Rutherford Hayes, ambos Presidentes dos Estados Unidos.

Helen Herron estudou numa escola privada e chegou à universidade de Cincinatti, tornando-se professora em 1882. Foi esse o ano em que começou o namoro formal com William Taft, que lhe proporia casamento em 1885. A cerimónia aconteceu no ano seguinte, em casa dos pais da noiva, com uma lua-de-mel, de três meses, passada na Europa.

Tiveram dois filhos (Robert, nascido em 1889, e Charles, nascido em 1897) e uma filha, baptizada com o nome da mãe, que nasceu em 1891. Em 1900, quando ele foi nomeado para as Filipinas como governador-geral, toda a família o acompanhou. Em Manila, ela revelou-se essencial para o marido conquistar popularidade, ao aparecer muitas vezes com o traje tradicional e ao incluir influentes figuras locais nos convites para recepções.

A chegada à Casa Branca começou com um revés: em  Maio de 1909 sofreu um AVC e ficou com problemas na fala e em movimentar o lado esquerdo. Mas recuperou e tornou-se particularmente activa como Primeira Dama: três tardes por semana recebia convidados na Sala Vermelha. Também chegou a assistir, sem falar, a reuniões do gabinete, e tornou-se habitual ir com o marido a espectáculos de teatro e ópera em Washington.

Em Junho de 1911, os Taft deram a maior festa jamais vista na Casa Branca: duas mil pessoas foram convidadas para as bodas de prata do casal presidencial. Como Nellie era contra a Proibição, nas suas festas era servido álcool. Por sua iniciativa, a partir de 1912 foram plantadas mais de três mil cerejeiras japonesas nos terrenos da Casa Branca. Quando o marido morreu não regressou a Cincinatti: permaneceu em Washington, envolvida em várias causas.

Foi a primeira Primeira Dama a fazer muitas coisas: a fumar, a publicar as memórias, a apoiar o voto das mulheres ou a ter e conduzir um automóvel.