Máquina do Tempo

As Primeiras Damas #28b Edith Bolling Galt Wilson
15/10/1872 – 28/12/1961

Eram os dois viúvos quando se conheceram. A segunda mulher de Woodrow Wilson acompanhou-o depois dele ficar doente e até se tornou uma espécie de Presidente na sombra, a quem estava confiada a tarefa de seleccionar os assuntos de que ele se ocuparia

Edith, sétima dos 11 filhos do juiz William Bolling e de Sarah White, nasceu na Virginia e a sua árvore genealógica, pelo lado do pai, mostra que é uma descendente directa de Pocahontas, a princesa índia que se tornou uma figura da História da América.

Os pais – e ela – eram grandes apoiantes da causa confederada. Edith pouca ou nenhuma educação formal teve e desempenhava uma grande parte das tarefas domésticas. O pai ainda a enviou para um liceu em Abingdon, na Virgínia, mas ela detestou tanto a experiência que ao fim de um semestre já estava de regresso a casa.

Em Washington, de visita à irmã, conheceu um joalheiro rico, Norman Galt, e casaram em 1896. Sete anos depois, Edith deu à luz um filho que sobreviveu poucos dias e em Janeiro de 1908 o marido morreu inesperadamente.

Em Março de 1915, a viúva Edith foi apresentada ao Presidente – que desde o ano anterior era também viúvo. Casaram em Dezembro desse ano e ela adoptou o comportamento de uma Primeira Dama em tempos de guerra, dando exemplos à nação: na Casa Branca, aos domingos não havia gás, às segundas não havia carne e às quartas passava-se sem cereais.

Quando o marido sofreu o primeiro AVC, em 1919, e ficou parcialmente paralisado e acamado, Edith tornou-se uma espécie de secretária  e assistente que inclusive seleccionava os assuntos de que ele devia ocupar-se. Fazia chegar-lhe apenas os que julgava mais importantes.

Findo o segundo mandato presidencial, ficaram a viver em Washington, até ele morrer três anos mais tarde. Ela morreu de ataque cardíaco com 89 anos no dia em que devia assistir, como convidada de honra, à inauguração de uma ponte com o nome do marido sobre o rio Potomac.